sexta-feira, 20 de junho de 2014

Manaus



Manaus  foi fundada em 1669 a partir do forte de São José da Barra do Rio Negro, a sede da Capitania e a sede da Província foi estabelecida na margem esquerda do rio Negro.
A origem do nome da cidade provém da tribo dos manaós, habitante da região dos rios Negro e Solimões. A grafia antiga da cidade preservava o "O" e acentuava a vogal precedente: "Manáos". Na língua indígena, Manaus é a variação de Manaos, que não significa Mãe dos Deuses, ao que muitos achavam. No século XIX a cidade chamava-se Barra do Rio Negro.

Ainda no passado, a palavra Manau era atribuída a uma das muitas tribos que habitaram o rio Negro. Os etnólogos afirmam que os índios Manaos são de origem aruaque. Outras formas de se escrever o nome da cidade também foram utilizadas. Em 1862, na edição da tipografia escrita por Francisco José da Silva Ramos, o nome da cidade aparece com a grafia Manáus (acentuando a letra A e substituindo a letra O por U). Porém, na última página da tipografia, está grafado Manaos, nome comumente usado pelos habitantes da cidade e historiadores. Em uma manchete denominada Notizie Interessanti sulla Província delle Amazzoni – nel nord Del Brasile ("Notícias interessantes sobre a Província das Amazonas - no norte do Brasil"), editada em Roma, em 1882, o nome da cidade está grafado Manaos repetidas vezes. O nome atual da cidade, Manaus, só foi grafado pela primeira vez em 1908, na tipografia do escritor Bertino de Miranda.
A grandíssima expansão urbana e demográfica de Manaus na década de 1970 trouxe consequências positivas e negativas para o município, que viu-se obrigado a abrigar cada vez mais migrantes vindos de diversas regiões brasileiras e do interior do estado atraídos por uma melhor qualidade de vida. Na questão ambiental, Manaus sofreu diversas invasões a áreas verdes entre as décadas de 1970 e 1980, que originaram, por suas vez, grande parte dos bairros da periferia da cidade. Em 2006, verificou-se que o município já havia desmatado 22% de sua área urbana. Até meados da década de 1970, a população manauense concentrava-se, sobretudo, nas regiões sul, centro-sul, oeste e centro-oeste do município, havendo uma densa população vivendo as margens de igarapés.Como medida para desvirtuar as grandes ocupações irregulares de terra em Manaus, o governo passou a criar loteamentos de terra regulares voltados para os migrantes que chegavam à cidade. Bairros como Cidade Nova, São José Operário e Armando Mendes surgiram desta iniciativa. Neste período, acentuaram-se as degradações ambientais, principalmente nas regiões leste e norte. Nos últimos anos, as zonas leste e norte sofreram os maiores impactos ambientais, poluição de rios e perda de biodiversidade e mata nativa, problemas ambientais oriundos do intenso processo de ocupação irregular dessas duas regiões.

Teatro Amazonas é um teatro brasileiro localizado no largo de São Sebastião, no centro de Manauscapital doAmazonas. O teatro, inaugurado em 1896, é a expressão mais significativa da riqueza de Manaus durante o Ciclo da Borracha
Teatro Amazonas é um teatro brasileiro localizado no largo de São Sebastião, no centro de Manauscapital doAmazonas. O teatro, inaugurado em 1896, é a expressão mais significativa da riqueza de Manaus durante oCiclo da Borracha





Centro Histórico de Manaus



Praça do Teatro em Manaus.








transporte fluvial é muito comum. A cidade conta com um grande e movimentado porto, que atende a quase toda a região Norte e é o maior porto flutuante do mundo. O Porto de Manaus localiza-se na costa oeste do Rio Negro, na zona central da cidade, e atende aos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do Norte do Mato Grosso. É o maior porto da Amazônia e o terceiro maior porto exportador do país. Nos últimos anos, o transporte via ônibus perdeu usuários para os demais meios, especialmente o transporte alternativo.




Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus.
Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C.


Há dezenas de agências de turismo que oferecem o passeio à região, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água durante a travessia de um lado para o outro das águas, e sentir que os rios têm temperaturas diferentes.
No período do rio cheio que vai de janeiro a julho é a melhor época para fazer um passeio para observar o encontro das águas, uma vez que as saídas dentre os igarapés são em canoas motorizadas. Pode-se entrar nos furos e braços de rios e ter a possibilidade de ver animais como pássaros, macacos e preguiças.